IR. SANDRA DE SOUZA
08/05/1945 + 26/04/2016Biografia
À 01h15 do dia 26 de abril de 2016 Irmã Sandra completou seus dias nesta terra. Agora ela inicia a eterna vida. Pouco antes de partir, olhando para o quadro do Coração de Jesus que estava em seu quarto, fez sua oração de entrega. Este terá sido um momento único em sua vida prestes a espirar. Terá ouvido a voz do esposo a chama-la: “Vem. Passaram os tempos difíceis. Vem para a eterna morada experimentar a paz”. Superou o medo da morte e entregou-se nos braços de Deus.
Deus Pai, infinitamente Bom e Misericordioso, deu a Irmã Sandra a graça de morrer no Ano Santo da Misericórdia para cumulá-la de sua eterna misericórdia e fazê-la experimentar a ternura do Seu infinito e incondicional amor.
Certamente cumpriu sua missão buscando sempre o maior bem das pessoas a quem serviu e por tudo o que fez na vida receberá a recompensa merecida, pois Deus Pai conhece o coração dos seus filhos a quem ama como são.
O seu itinerário como a Apóstola:
Data |
Local |
Atividade |
01/01/1965 |
Hospital Matarazzo (São Paulo) |
Enfermagem/ estudante |
01/08/1967 |
Santa Casa de Misericórdia (Araraquara) |
Enfermagem/ estudante |
01/06/1969 |
Santa Casa de Misericórdia (Birigui) |
Enfermagem/ catequese |
26/04/1976 |
Universidade do Sagrado Coração (Bauru) |
Estudante |
01/08/1977 |
Santa Casa de Misericórdia (Jaú) |
Enfermagem/estudante/ catequese |
05/06/1978 |
Santa Casa de Misericórdia (Araçatuba) |
Enfermagem/chefe de Enfermagem |
01/01/1986 |
Santa Casa de Misericórdia (Araçatuba) |
Superiora Local e Chefe de Enfermagem |
01/01/1996 |
Com. Ir. Vilma Maria Réia ((Liberdade) |
Responsável e ministério da escuta e retiros |
01/01/2005 |
Casa Provincial (São Paulo) |
Pastoral Vocacional – Tratamento de saúde |
13/02/2016 |
Betânia das Apóstolas (Marília) |
Tratamento de saúde |
Que o Coração de Jesus lhe conceda a paz, aquela paz que Ele prometeu no Evangelho deste dia: “Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou, mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (Jo 14,27).
Destacamos seu ardor pela Pastoral Vocacional. Muitas jovens Apóstolas e formandas a lembrarão para sempre com afeto e gratidão pela sua incansável dedicação. Dedicou muito tempo de sua vida na formação de jovens vocacionados também de outras Congregações masculinas e femininas. Horas de acompanhamento espiritual na CRB aos jovens consagrados. Retiros intercongregacionais e cursos. Mantinha correspondência com muitas vocacionadas além de e-mails. Agora, junto ao Senhor da Messe ela irá interceder para que Ele envie muitas e santas vocações para a Igreja e para o nosso Instituto para continuar a ceifar a messe, a trabalhar pela difusão do Reino do Coração de Jesus no mundo e espalhar a chama da Sua Misericórdia.
Ir. Sandra tinha sede de vida, não queria morrer. Lutou para continuar vivendo. O Papa Francisco fez esta reflexão que nos ajuda a compreender o verdadeiro sentido da morte. “Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e fiável na Ressurreição de Jesus Cristo. A Ressurreição de Jesus não confere apenas a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós. Se vivermos unidos a Jesus e se formos fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte. Com efeito, a Igreja reza: “Embora nos entristeça a certeza de ter que morrer, consola-nos a promessa da imortalidade futura”. Trata-se de uma bonita oração da Igreja! Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua misericórdia incomensurável, estaremos preparados para aceitar o momento derradeiro da existência terrena como o definitivo abandono confidente em suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar o seu rosto face a face. Esta é a coisa mais bonita que nos pode acontecer: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-lo como Ele é, belo, repleto de luz, cheio de amor e de ternura. Nós vamos até àquele ponto: ver o Senhor! ”
Ir. Sandra tinha também muito amor para com os pobres e mais necessitados. Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no céu, na pátria bem-aventurada, para a qual nos encaminhamos, aspirando a permanecer para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com Nossa Senhora, com Madre Clélia e com os santos. Descanse em paz, querida Irmã Sandra.